19.7.09

o tempo passa, o tempo voa

"Os cinco mais velhos". O título nos orgulhou durante muito tempo, e nos tornava um grupo coeso, como se vê aí na foto: eu, Tavinho, Mariana, Ipe, Beta. Sandálias Ortopé, botas ortopédicas, e pipoca, claro, que ninguém era bobo de ir pro parquinho sem pipoca. Nós fomos os primeiros netos da vovó, e depois vieram mais 15.

Isso tudo já tem muito tempo. Agora os grupos têm mais a ver com o sexo do que com a idade. Aqui embaixo a parte feminina dos netos da vovó (faltando só a caçula Alice, que não mora no Rio) em dia de distribuição de potinhos, que herança ganha ao vivo é muito mais legal. Então somos na frente Julia, Lelê, a vovó, carol, Laura e Mariana, e atrás Beta, Lu, eu e Ciça. Os meninos não ganharam, que potinho não é que nem pipoca, que todo mundo ganha, não...



10.7.09

De volta à telinha!


Terça-feira, dia 14, é a reestréia da segunda temporada do Procurando Quem!!

O programa estreou ano passado, deu super certo, e está de volta ao Canal Brasil toda terça-feira às 21h, por 12 semanas, com convidados sensacionais como Mart'nália, Zeca Baleiro, Ney Latorraca, Mariana Ximenes, Ed Motta, e muito mais! A reestréia, em grande estilo, é com Diogo Mainardi, e o programa está hilário e a entrevista muito interessante e reveladora.

Assistam!

Procurando Quem
Toda 3a feira, às 21h, no Canal Brasil
Reprises sábado ao meio-dia

8.7.09

Admiração na veia

Rodrigo Bittencourt from Saraiva Conteúdo on Vimeo.

5.7.09

Scleranthus*

Você acorda animado, com energia, planos. São 9h da manhã de domingo, está nublado, e é óbvio que você devia estar na cama com o seu amor quente e macio, mas você pensa que é uma fase, é preciso acordar e ir trabalhar, e se é preciso que seja então animado e energético, que rende mais.

Você toma seu café-da-manhã sozinho na sala quieta, lê o jornal com uma certa pressa, decide ir a pé pra já fazer um exercício, afinal se é preciso trabalhar domingo deve ser permitida uma certa dose de fuga da obrigação pelo caminho. Você veste o figurino caminhante, calça os tênis high tech e começa a pensar no que vai fazer depois: voltar pra casa? sair direto? trabalhar mais em outro lugar? ou será melhor fazer o outro trabalho agora? mas lá não dá pra ir a pé, será preciso trocar de roupa e abandonar o prazerzinho da caminhada e de saber que está batalhando pela sua beleza&saúde. ou será melhor trabalhar amanhã? metade hoje, metade amanhã? ou tudo de uma vez agora?

Você senta no sofá, o top de ginástica começa a apertar as costas, a sensação de bem estar começa a se dissipar. Você dá telefonemas, faz meias perguntas porque quer respostas que dependem de outros telefonemas, deixa tudo no ar, três bolinhas de malabares voando, nitidamente fora do alcance da sua mão.

Você desliga os telefones, fica sentada no sofá, o desânimo tomou conta. Vontade de tirar toda essa roupa chata e voltar pra cama, onde o amor quente e macio dorme sem saber de toda essa epopéia que se desenrola silenciosa fora do quarto.

Mas não, é preciso ir, há tarefas a serem feitas, você sabe. Você escolhe um casaco pro talvez almoço de depois, olha o computador, resiste, olha o armário, pensa na calça que vai usar, olha o computador, dane-se, você pensa, e se senta em frente a ele, e começa a escrever.

(*Scleranthus é o floral usado pra indecisão)

1.7.09

Se Amostra

Sabe aquele filme que disseram que era ótimo, mas você não viu porque só ficou uma semana em cartaz? E aquele outro que acabou virando lenda, porque sequer foi lançado, nem em DVD? Pois agora você tem um lugar para assistir à prolífica produção audiovisual que não está no circuito comercial, na Se Amostra - O Cinema que Você Nunca Vê: mostra de filmes inéditos e raros, de 3 a 5 de julho, no cinema do Jardim Botânico.
Esse texto aí de cima inteirinho veio parar aqui pelo moderníssimo método copy-paste diretamente do site do Se Amostra. Mas como o tempo anda curto e eles descreveram melhor do que eu poderia fazer agora. Só me resta então dizer que a programação está de primeira, com filmes incríveis, dos quais eu destaco:

- Elke, curta documental da Julia Rezende, minha irmã, montado por mim, com um retrato revelador dessa mulher única. Ela fala sobre a construção da sua imagem despida das máscaras. É a Elke por detrás da Elke Maravilha.

- Só dez por cento é mentira, do Pedro Cézar, meu amigo querido. É um documentário sobre o Manoel de Barros, um dos grandes poetas brasileiros, e é um filme impressionante, que mergulha fundo na obra do Manoel, com a marca registrada do Pedro, que é a inventividade, a criação que merece mesmo esse nome.

Vejam a programação inteira lá no site!

29.6.09

A caminho, O caminho

A caminho está a segunda tiragem do livro. Tudo combinado com a editora, com o auxílio luxuoso da minha querida Valeska de Aguirre, que criou comigo a cara e o jeito do miolo dele, pensou comigo a sutileza de fontes e pontos, e segue me dando a mão sempre que eu preciso.

O caminho é inesperado, bonito e bom. Eu escrevo menos do que se imagina, prospecto mais do que gostaria, e celebro tudo, sempre. Passo mais horas juntando imagens do que palavras, ganho bem pra fazer isso, e gosto. Gosto porque é gostoso e gosto porque preciso, e gostando o dinheiro rende mais.

Tenho 30 anos, uma casa linda, um homem lindo, um trabalho bacana, dois livros esgotados e muitos planos. Tem dias que terminam com dor na nuca e salompas e raiva, outros com sorrisos, barriga cheia e coração leve.

Que o caminho tenha, como tem tido, muito mais desses do que daqueles, e que eu siga sendo simples e exercendo essa vocação pra receber de peito aberto o que está a caminho.

17.6.09

Extra, extra!

O livro esgotou. Assim mesmo, como está escrito. Mas não, falta impacto, e a notícia é impactante.

O LIVRO ESGOTOU.

A notícia me pegou no meio da manhã e desestruturou o que restava dela, a ordem preestabelecida de vestir a roupa, arrumar a mochila, ir pro trabalho, foi tudo pras cucuias.

O LIVRO, MEU LIVRO, BENDITA PALAVRA, ESTÁ ESGOTADO.

A minha cota de 330 exemplares já tinha acabado há tempos, mas agora acabou também a cota de 270 exemplares da 7Letras – e nem me falem no fato de que eles podiam ter economizado na surpresa e me avisado que ia acabar antes, pra eu poder tomar providências e não deixar o livro faltar justo nesse momento de tanta procura.

Então agora eu vou correr, mover mundos e fundos, argumentar e agitar pra fazer uma nova tiragem. Mas nada disso, as providências chatas e etc, vai tirar o brilho desse acontecimento surpreendente:

EM APENAS SEIS MESES MEU SEGUNDO LIVRO VENDEU 600 EXEMPLARES.

Ok, nem todos foram comprados, que eu dei muitos de presente.
Ok, nem todos foram vendidos ainda, muitos estão consignados em lojas e livrarias do Rio, São Paulo, Porto Alegre, ou seja ainda dá pra comprar na boa.


O fato é que eu achava que 600 livros iam ser pouco porque eu vendi sozinha, sem editora nem livraria, os mil exemplares do substantivo feminino.
Eu achava, mas não imaginava que fosse ser tão rápido.

Tô boba, pasma, e feliz.
Não.
Tô feliz, feliz, feliz.
E doida pelo que vem pela frente.

14.6.09

Gospel

Foi a tia do Rodrigo que ouviu. Na rádio gospel, domingo passado, o pastor recomendou vivamente que todos comprassem o livro Bendita Palavra, de Maria Rezende, e citou o mesmo poema sobre o qual a Martha escreveu no Globo mês passado (e que aliás ela retoma hoje, meu deus, a vida pode ser muito boa).

Pois o pastor também gostou desse poema que fala sobre momentos em que a gente não se sente bem na própria pele, e usou esse mote pra falar de mudança. Foi isso que me disseram. Eu ouvi e fiquei pasma: mas o pastor não discordou do baita palavrão que vem alguns versos depois desses? Ele não ficou chocado? Não teve medo de chocar os fiéis que porventura sigam o conselho e comprem o livro?

Talvez não, talvez ele seja um pastor moderno. Mas minha conclusão é a seguinte: ele é um pastor bem informado, leu a Martha, gostou das reflexões dela, viu que o título do livro é Bendita Palavra, juntou tudo e não teve dúvidas, indicou. Eu adorei, e tô aqui curiosíssima imaginando os desdobramentos dessa indicação.

Gente indignada bramindo o livro e pedindo a cabeça do pastor. Gente maravilhada com a possibilidade de pensar e sentir as coisas escritas ali, mesmo sendo fiéis calorosos. O pastor arrependido. O pastor realizado.

São muitas possibilidades, e eu provavelmente nunca saberei o que aconteceu. Mas eu, que vivo desejando e batalhando pra me espalhar por aí, realmente não esperava por essa. E adorei! Quem quiser ler o poema inteiro pra entender o meu susto, tá aqui.

7.6.09

Dar e receber

É das melhores coisas da vida, e atinge sua perfeição quando rola em equilíbrio: você dá, daí recebe, enquanto isso já tá dando de novo. Escrever passa meio à margem desse processo, e aí publicar faz virar a chave. Quem escreve dá o que sente, o que pensa, dá uma visão de mundo, dá um olhar, dá sua emoção. Quem lê recebe tudo isso. Ou não. E quando não a perfeição passa longe e o encanto se quebra.

Em geral não dá pra saber quão bem o processo vai, porque ler é silencioso e íntimo. Mas a internet, na sua grande cesta de maravilhas, trouxe também essa: é possível cutucar o autor no braço, de leve, e dar a ele seu melhor sorriso com as palavras "adorei o que você escreve" estampadas no rosto - ainda que sejam todos, braço sorriso rosto, virtuais e por escrito.

Mas às vezes, algumas, rola mais. Pra além do virtual, pra além do escrito, presentes ao vivo e a cores, de pegar com a mão e deixar a gente descrente de que haja esse tipo de carinho e gentileza ainda.

No começo do ano chegou aqui em casa um pacote com um caderno lindo, todo bordado, e um bilhete da Patrícia, que adorou o livro e quis me dar páginas pra serem palco dos poemas novos. Essa semana foi a vez da Kenia, que foi no lançamento na Casa Poema e virou amiga por email, e agora me bordou dois centrinhos de mesa de crochê, ela mesma, com suas mãos prendadas, delicadezas de outros tempos me tocando em pleno século 21.

E fomos tomar café num fim de tarde, eu ela e Luciano, o marido querido que veio junto lá do Méier pra ela me entregar o presente. E falamos sobre nada em especial, sobre os filhos, sobre os planos, e rimos um bocado e nos conhecemos um pouco, e eu vim pra casa feliz da oportunidade que a poesia me dá de ter encontros, gente tão especial que recebe a minha oferta e me devolve tanto, de tantos jeitos bons, mas que especial esse jeito antigo, corriqueiro e real. Bom demais.

6.6.09

O disco .com!

Ok, eu ando prática demais, falando só de resultados e pontos de venda e conquistas e acontecimentos. Prometo que vou voltar a ser subjetiva e trocas idéias e etc, mas é que o tempo anda curto e caramba, os acontecimentos andam ótimos!

Os últimos são da categoria "pontos de venda". Na carona da matéria no Saraiva Conteúdo, de que eu falei aqui embaixo, o livro agora também está à venda na Saraiva.com, mais uma ótima opção virtual!

Mas a minha menina dos olhos é o seguinte: finalmente consegui colocar o disco à venda na Travessa! Isso quer dizer que a partir de hoje já dá pra comprar o kit completo nas lojas aqui no Rio, e muito em breve vai dar pra fazer o mesmo na Travessa.com. Meu sonho está realizado!

3.6.09

Na rede

Essa minha vida real-virtual é cheia de gente incrível que me lê, que me posta, que me espalha e me divulga e me dá a maior força no ofício de ser poeta. Cada vez que me chega um email de alguém novo, ou um comentário aqui no blog, fico surpresa e feliz com o poder de contagiar outras pessoas, e comemorando o alcance dessa rede doida que a gente habita hoje. Vocês sabem quem são, e eu agradeço muito, viu?

A mais nova integrante do time dos meus amigos virtuais é a Jana Lauxen, uma gaúcha cheia de gás de Passo Fundo que, além de escrever um blog ótimo e ter publicado agora seu primeiro livro, Uma carta por Benjamin, ainda edita o E-blogue, que reúne o melhor dos blogs brasileiros, e a versão brasileira da 3a.m. Magazine, uma revista virtual inglesa que agora existe também por aqui.

Pra minha sorte ela me achou e pronto, lá estou eu nas duas publicações, aqui e aqui.

1.6.09

Entrando no ar

Está entrando no ar o Saraiva Conteúdo, um site muito bacana pra quem curte a cultura brasileira, seja música, literatura, cinema, teatro. De cara já dá pra ver que a coisa é profissa: na primeira página tem chamada pra entrevista com Caetano, Mart´Nália, Nélida Piñon, tem Chico Buarque lendo trechos do livro novo, tem trechos do filme do Pedro Cezar sobre Manoel de Barros.

Mergulhando um pouco mais, dá pra achar páginas sobre novos artistas, ver entrevistas em vídeo, filmes legais, e ainda ouvir podcasts indicados por toda essa gente bacana. Bem felizinha da minha vida, eu tô ! E tem também a Letícia Novaes e o Lucas Vasconcellos, da banda Lettuce, tem a Silvia Machete, o Marcelino Freire, a Gabriela Leite, criadora da Daspu, e tem artigo da mamãe sobre cinema, gente!

Por trás de tanta coisa legal, está meu amigo querido Marcio Debellian, responsável pela idéia e pela produção do documentário Palavra Encantada, trabalhador inventivo, incansável e cheio de gás, que agora comanda uma turma ótima que ralou muito pra botar na rua esse site. Por isso eu recomendo, indico, e assino embaixo!

25.5.09

Esgotou!

Povo brasileiro, acabo de saber pela Bebel que o livro esgotou na Americanas.com.

O livro esgotou. Nem sei quantos exemplares tinham lá, não sei se eles vão comprar mais ou se essa boa notícia na verdade quer dizer tchautchau Americanas.com, só sei que estou feliz de ver que minha propaganda deu certo e que vocês compraram mesmo!

Agradeço feliz, e vamos aos próximos capítulos!

18.5.09

super pop

Gente, eu estou à venda na Americanas.com. Tô chocada. Feliz e pasma.

Você, caro leitor do interior da Bahia, você, cara leitora do Rio Grande do Sul, você que não confia em sites pouco conhecidos pra compras online, você que não quer esperar dez dias pela entrega, clique aqui e compre no super seguro e mega pop site Americanas.com!

E como eu não deixo passar oportunidade, agora tô tentando feito doida colocar lá também o disco à venda, aí vai ser um luxo só! Me aguardem!

17.5.09

Da Martha


A vida é um negócio bom da porra. Eu sou uma otimista, uma mulher simples, que acredita na felicidade, quase uma cinderela moderna cujo príncipe encantado sou eu mesma, é o mundo, o cotidiano cheio de surpresas. Quando era criança toda noite meu pai me botava pra dormir e quando a história começava eu perguntava logo: "pai, tem partes?". "Parte" era a metáfora pra qualquer coisa que tivesse tristeza, ou medo, ou qualquer coisa não boa. E o papai sempre dizia que tinha, e eu sofria antecipadamente mas nunca desisti de ouvir.
Cresci assim, querendo sempre o bom, mas encarando o ruim como parte do caminho. Depois de escrever o último post revi esse aqui e ri sozinha na sala, pensando que postei essa tirinha num momento de super felicidade e foi legal ver de fato me senti assim na hora de um tropeço.
Pois hoje a pose do final do tropeção veio sem tropeção. A Martha Medeiros, de quem eu falei recentemente aqui, me deu seu aval agora em praça pública, nas páginas do Globo, na sua coluna de todo domingo. Saber que a Martha, que eu li e leio tanto, me lê também, já tinha sido uma delícia. Agora saber que a minha poesia provoca nela reflexões, faz ela pensar e querer escrever, é um luxo absoluto, como ser amiga da Elisa e ter tido o queixo segurado pelo Saramago dizendo que eu falo poesia bem. É da categoria das coisas que a gente deseja sem nem saber que deseja, porque nem parece possível antes de acontecer. E sabe o mais gostoso? Fica totalmente natural depois, sem nunca perder o gosto bom de coisa desejada em segredo.
Então a verdade é essa: saber ver o lado bom dos tombos é genial, mas caminhar sem tropeços é o que há de melhor!

 
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