31.10.14

Amor de mãe leoa

Há um tempo encontrei uma carta que meu pai me escreveu quando eu nasci, e vim aqui exibir esse amor tão profundo que eu tenho a sorte de viver em casa. As caixas e gavetas continuam me presenteando: em busca de uma chave mágica que abre o móvel da minha cabeceira, onde com sorte se encontram documentos de que eu preciso muito hoje, achei outra carta, agora da minha mãe. Não tem data mas pelo assunto é do começo dos anos 2000.

Eu era uma menina de uns 22 anos, recém formada, tinha tido um único namorado e estava com medo de estar "meio fria" pro mundo. Hoje tô na beirinha dos 36, prestes a lançar meu terceiro livro, descobrindo que eu sou minha própria editora, que tenho experiência e estrada pra isso, arriscando como nunca, inventando um espetáculo no qual andarei sobre os ares, com um estoque de talas e tiger balm pras quedas que já sei que virão. Fica claro que a mulher que eu sou foi forjada por essa que aí escreve: "energia, aventura, risco e alegria e assim o equilíbrio". Essa é ela. Essa sou eu.

O amor anda comigo de mão dada desde que eu nasci, as cartinhas me acompanham desde lá e pra sempre, e eu só posso agradecer.



9.9.14

A orelha do Marcelino

Carne do umbigo, meu livro novo, sai em novembro pela Editora Oitoemeio. Convidei pra escrever a orelha o super escritor e agitador e meu grande espalhador e amigo Marcelino Freire, mas nunca imaginei o grau de beleza com que ele ia me presentear. O impulso irresistível foi gravar, porque a prosa dele pede voz e eu não sei agradecer melhor do que isso.



Marcelino querido, então estou eu chorando num taxi a caminho de casa, eu de vestido de gala que na verdade é camisola chique presente da mãe, saindo de um baile no Cassino da Urca que não via bailes há 68 anos, eu no taxi de arranjo de cabeça vermelho de carnaval e echarpe espanhola borrando o rímel com tamanha beleza e fundura e fodideza do seu texto. Querido, como te agradecer? O que te dizer? Isso não é uma orelha, isso é um coração que pulsa. Que emoção ler. Estou mais do que tudo feliz de ter te convidado pressa tarefa missão trabalhosa que eu bem sei e portanto nada de desculpas por demora ou que tais, estou feliz mais que tudo por saber que cê me sente assim, e saber com as suas melhores palavras, nessa sua prosa poética premiável premiada derramada pulso aberto coração adentro. Caramba. Como dormir agora, meu deus?! Melhor insônia eu desconheço. Obrigada e meu melhor sorriso, Maria

8.7.14

Mudando de assunto com Leonard Cohen

Eu não gosto de futebol, mas não tenho estrutura emocional pra tragédias ao vivo, especialmente narradas pelo Galvão Bueno. Então depois do quinto gol da Alemanha eu peguei o carro e vim pra casa gravar esse texto do Leonard Cohen que eu terminei de traduzir hoje mais cedo. As ruas cheias de água da chuva forte e rápida, a noite que caiu súbita sobre o Rio. O rádio do carro dizia "a tristeza é senhora", "voa canarinho, voa" e "como vai você, assim como eu?". Na Gávea fogos de artifício estouravam - aqui é reduto de flamenguistas, afinal. Eu vesti alcinhas pretas e nenhuma maquiagem, já que o Leonard já tinha dito: "Não há mais palco. Não há mais ribalta. Você tá no meio das pessoas. Então seja modesto. Diga as palavras, passe a informação, saia de cena. Seja você mesmo. Esteja no seu próprio quarto." Agora na tevê amarelinhos choram dentro e fora do campo, passa Chaves no SBT. Eu vou ali fazer uma sopa. Quem quiser mudar de assunto clica aí embaixo, eu e Mr Cohen em "Como dizer um poema" nessa terça-feira histórica.


19.6.14

Minha Copa muito particular no Ornitorrinco

10 CONSIDERAÇÕES EM TEMPOS DE COPA 

 



1. Eu não gosto de futebol. Das melhores coisas de morar sozinha depois de muitos anos namorando e casada é não ter som de jogo em casa há quase quatro anos. Descobri então que essa é a minha primeira Copa do Mundo solteira no século 21, e que a depender de mim podem correr pernas holandesas, italianas e croatas sem que eu me comova ou mova ou músculo pra ligar a tevê.

Pra ler as outras nove: http://www.ornitorrinco.net.br/2014/06/10-consideracoes-em-tempos-de-copa.html

10.6.14

Poesia na Casa da Táta



Entre pamonhas, cafezinhos e canjas minhas em shows dos amigos, já faz uns bons anos que eu, Álvaro e Táta namoramos a ideia de um recital meu no Da Casa da Táta. O dia finalmente chegou, e pra celebrar a alegria estou preparando dois recitais em um, abrindo com minha versão de alguns dos meus poetas favoritos e fechando com meus poemas, os clássicos e os novíssimos.

Teremos ainda a participação especial e afetiva da querida Cristina Flores, acompanhada por Dimitri Rebello e Eduardo Sande.

E como aconchego pouco é bobagem, a casa oferece uma comidinha deliciosa no fim da noite.

Simbora ser feliz na segunda-feira!

20.4.14

Anônimos




Hoje ano passado acordamos com sinos e fogos de artifício. Pela janela do hotel dava pra ver a multidão, a carroça da qual os fogos saíam, e a banda vestida a caráter, os padres e tudo mais. Domingo de Páscoa em Florença é pra impressionar até os ateus - que dirá eu, que amo rituais. Num trem dias depois, enquanto dormia minha irmã e o mundo passava derretido pela janela, nasceu esse poema.

Talvez porque vendo o mundo a gente vê que se carrega pra onde vai, e que tudo é sempre provisório, principalmente quando as malas são invisíveis.
Só por hoje é o lema dos Alcóolicos Anônimos.

É o meu. Porque a vida é hoje e só por hoje, sempre.

15.4.14

Celebrando a parceria







Quinta, dia 17, eu e Thereza Rocque da Motta convidamos pra Ponte de Versos comemorando os dois anos da nossa parceria com o relançamento do meu primeiro livro.

O substantivo feminino nasceu independente em 2003, logo esgotou a tiragem de mil exemplares e ficou fora do ar por uns bons anos até a Thereza me fazer esse convite de reeditar pela Ibis Libris Editora.

Convidei amigos queridos pra lerem esses que são meus primeiros poemas, e vou fazer pela primeira vez no Rio um recital grande misturando os clássicos e os inéditos. Parece loucura pensar que já tem mais de quinze anos que digo poemas por aí, já fiz recitais assim em Porto Alegre, em Recife, em Portugal, mas não na minha cidade.

É agora. Muito feliz. Espero vocês pro abraço.

9.4.14

Questão de família estreia no GNT






Estreia hoje, às 22h30, no GNT, e eu não podia estar mais feliz. Montagem minha e do Leonardo Gouvea e assistência do João Coimbra Marinho, minha estreia montando ficção com o super Sergio Rezende, com roteiros deles e do Rodrigo Lages, produção de Mariza Leao e Erica Iootty, direção de produção de Thiago Pimentel, repetindo a parceria com os queridos e talentosos Dante Belluti na fotografia, Fabiana Passos Egrejas na direção de arte, Mel Akerman no figurino. Trilha do Miguel Briamonte, finalização de imagem da Afinal Filmes, edição de som e mixagem Gustavo Loureiro e Tomas Alem. Um elenco de dar gosto: Du Moscovis, Malu Galli,Georgiana Góes, Luiza Mariani, BellatrixSerra Carrijo, Pablo Sanábio, Iano Salomão, Pedro Brício e participações especiais de atores pra quem eu faço muito uau como Cristina Flores, Ernani Moraes, Marcia Cabrita, Leticia Colin,Raphael Logam. No episódio 1 quem dá show são os incríveis Isabel Guéron eMárcio Vito. Pra quem é futeboleiro e já sabe que vai perder na 4a à noite aí vão todos os horários - e olha que são muitos!

3.3.14

Um sol

Dez anos sem Tonho no mundo.
Nem um dia sem ele no peito.
É carnaval, eu ando vestida de bananas e hoje o sol se fez carne em purpurina.
O afeto, que é eterno, ilumina a segunda-feira e a vida inteira.
Saudades, meu amigo.



3.2.14

Elisa Lucinda: amor e rumo





Hoje é dia dela, uma outra mãe que a vida me deu, eu que já vim com uma tão maravilhosa de barriga. Foi lá nos meus dezessete que ela me apareceu com suas palavras, sua voz, sua presença forte e feminina, dizendo esse poema no Parque Lage num Dia Internacional da Mulher. Completamente extasiada, fui falar com ela, eu não sabia que se podia dizer poemas assim, que um poema podia ser aquilo. Eu não sabia ali naquele primeiro instante mas a minha vida ia mudar pra sempre com esse encontro.

Ela estava sem livros na hora mas foi lá em casa na semana seguinte me vender um livro, nós duas na portaria do prédio em Laranjeiras, o livro comprido de capa laranja misturando poemas e contos, a dedicatória dela inventando o futuro:
"Maria, seja esse verso acumulado aqui um companheiro seu.
Que você goste e me venda a outros.
Me ligue.
Beijos, Elisa Lucinda"

Eu liguei, em lágrimas, depois de ler um conto chamado "Re-Luzia", dizendo que quando tivesse uma filha ia dar esse nome, ela me agradeceu emocionada. Anos depois fui ver seu espetáculo solo na Casa da Gávea, e um dia na PUC uma amiga anunciou: estou fazendo uma oficina de poesia falada com a Elisa Lucinda. Pirei. Me matriculei na próxima turma, e subindo as escadas do prédio dela no Leblon no primeiro dia de aula ela me diz lá de cima, sorrindo: "Maria, que bom que você chegou!".

Eu cheguei e foi pra sempre. Ganhei ensinamentos de palavras, de tons, aprendi poemas e temperos, usufrui da sua doçura e gargalhada. Virei sua aluna, sua professora assistente, sua amiga, sua filha e mãe também.

Obrigada Elisete, por me dar um sonho e um rumo. Feliz idade nova, saúde sorte e muita alegria pra você que eu tanto amo.

A série Admirada chegando enfim à sua origem.
De Elisa Lucinda: "Aviso da lua que menstrua".

29.1.14

Carta do Pessoa pra Ophelinha

Todas as cartas de amor são ridículas, ele escreveu.
E taí a prova de que as cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas - mesmo quando escritas por um poeta como Fernando Pessoa.
Desconcertada de beleza e sorrisos eu fico cada vez que leio.


8.12.13

Dizendo Hilda #3


Hilda Hilst. O que dizer?
Eu que quase só gosto de poesia coloquial, muito conversada, me rendo aos seus poemas cheios de segundas pessoas e palavras raras. Porque a poesia quando é boa assim rasga manuais e derrete conceitos.

Mais um da série Admirada.
Hilda Hilst. "Toma-me".
Eu me entrego.

20.11.13

Fissura



Eu hoje mudo de idade.
Os 34 foram puxados. Doces. Exuberantes. Duros. Itinerantes.
A vida vai indo, puxando tapetes, soltando fogos de artifício, e eu não canso de achar legal viver.

Nem todo dia é dia de poesia.
Hoje sim.
Pra receber os 35 com tudo que vier: "Fissura".

1.11.13

Everton Behenck no Rio hoje!

Hoje na Travessa de Ipanema é lançamento de dez autores gaúchos, entre eles o querido Everton Behenck, poetaço de quem eu sou fã e tive a sorte de virar amiga. Eu devoro o blog dele e hoje umas 20:30 vou lá ler os meus preferidos, coisas fodonas como esse poema que eu gravei ano passado e não cansa de me emocionar.


30.10.13

O passado de "Meu passado me condena"

Quatrocentas e vinte mil pessoas foram ao cinema esse fim-de-semana ver Meu passado me condena. 420.000 pessoas. É gente pra caramba. É uma estréia de arrasar, e aponta que o filme vai ser um sucesso de bilheteria, e a gente, que trabalhou nele, comemora e brinda. Quem olha de fora ou tá chegando agora pode pensar que isso estava escrito nas estrelas, que fazer um filme num cruzeiro de um grande navio com o Fabio Porchat é uma garantia de dinheiro entrando pelas catracas dos cinemas, e que esse devia mesmo ser o plano desde o início. Podia ser, sabe? Viver de cinema é como viver de advocacia ou de medicina: tem o sonho, o desejo de fazer o melhor, tem o cotidiano do trabalho, o dia-a-dia árduo do mundo real, e tem o fato de que é preciso viver do que se faz. Ganhar dinheiro com cinema é como ganhar dinheiro com qualquer outra profissão: necessário e muito desejável.

Só que nesse caso é tudo uma surpresa, e o filme ganhou tanta projeção que às vezes até eu mesma, que estou lá desde o começo, me distraio e me esqueço do quão inusitado é todo esse espaço e essa boa recepção.

Era uma vez uma jovem que termina um namoro, sofre horrores e descobre no meio das lágrimas o blog de uma outra cheio de textos lindos e ácidos sobre o amor e seus desdobramentos. A primeira, Julia Rezende, minha irmã, vira fã de carteirinha da segunda, Tati Bernardi. Muitos anos depois, Julia é diretora de cinema e televisão e prepara o roteiro do seu primeiro longa-metragem, Ponte Aérea, escrito em parceria com Rafael Pitanguy, sobre a história de amor de uma publicitária paulista e um artista plástico carioca. Depois de muitas versões do roteiro, ela tem a ideia de convidar aquela escritora que tanto admira, que fala de amor com emoção e ironia, pra colaborar no roteiro. A parceria não vinga pra esse projeto mas rende outro: juntas, as duas começam a desenvolver um projeto de série de televisão sobre um casal que se conhece e se casa depois de apenas um mês de convivência, vai passar a lua-de-mel numa pousada na serra e lá começa a realmente se conhecer e descobrir os podres do passado um do outro. Apimentando a receita, os donos da pousada são um ex-casal amargo e trambiqueiro que só aumenta as confusões.

Era uma vez uma produtora de cinema querendo abrir suas asas para a televisão, num momento em que uma nova lei foi aprovada determinando que os canais a cabo tem que ter uma parcela de sua programação de conteúdo original produzido no Brasil. Essa produtora é a minha mãe, Mariza Leão, responsável por filmes importantes desde o começo dos anos 80 e por algumas das maiores bilheterias do cinema brasileiro recente. Julia apresentou o projeto pra Mariza e juntas elas o ofereceram ao Multishow. Nascia aí Meu passado me condena, série em treze episódios.

Fabio Porchat e Miá Mello eram comediantes talentosos de que muito pouca gente tinha ouvido falar, Inez Vianna e Marcelo Vale, grandes atores de teatro, completavam o elenco principal, e Julia Gorman e Rafael Sieg eram os ex-namorados que mudavam a cada episódio. Agrana era curta então tudo foi pensado pra ser gravado no sítio da nossa família, onde equipe e elenco ficaram hospedados por cinco semanas enquanto o trabalho acontecia. A equipe era toda de amigos feitos no trabalho, nas outras duas séries que a Julia tinha dirigido para o Multishow. Gente jovem, cheia de gás, muitos começando a assinar trabalhos como chefes de equipe, todos vibrando na mesma sintonia pra fazer um programa bacana, inclusive eu que não estava no sítio e sim no Horto, na ilha de edição, montando tudo.

No meio das gravações foi lançado o Porta dos Fundos. Muito rapidamente Fabio Porchat virou um ícone, um nome, um rosto conhecido e admirado no Brasil inteiro. Ao mesmo tempo, um produtor argentino procurou a Mariza com uma proposta de fazer um filme num navio de cruzeiro numa viagem do Rio pra Europa. Ele tinha produzido um filme assim na Argentina e o navio estava aberto pra fazer outro. Eles não davam dinheiro, mas ofereciam uma locação improvável e linda e hospedavam equipe e elenco na travessia. Só que ela tinha que desenvolver um projeto que se encaixasse nesse perfil, e um casal em lua-de-mel era perfeito pra um cruzeiro intercontinental. Mariza propôs, o Multishow topou ceder os direitos, Tati começou a trabalhar feito louca no roteiro de um longa, Mariza fechou parceria com Paris Filmes, RioFilmes e Globo Filmes, e conseguiu o dinheiro numa velocidade estonteante. Era o começo de Meu passado me condena - o filme. Quando tudo parecia perfeito perdemos o navio. Eles fecharam com outra produtora, outro projeto, outro filme. Subitamente a gente, que começou tendo só um navio e nada mais, tinha tudo menos um navio.

Começou-se a pensar em opções. Filmar num resort. Num cruzeiro curto, Rio-Búzios, indo e vindo cinco vezes pra dar tempo de fazer todas as cenas. Mas a Mariza é tinhosa e conseguiu um baita navio, o Costa Favolosa, que saía do Rio rumo à Itália em março desse ano. Seis meses depois da ideia do filme ter surgido, lá estávamos nós no porto do Rio embarcando nessa aventura. Alguns novos parceiros na equipe, reforço de Juliana Didone, Alejandro Claveaux e Rafael Queiroga no elenco, além de participações especialíssimas como a da Elke Maravilha.

Foram vinte e um dias no mar, cinco sem ver terra. Paradas em Ilhéus, Maceió, Recife, Tenerife, Funchal, Marseille, Casablanca, tantas cidades. Mais tons de azul do que eu sabia que existiam. As dificuldades de fazer um filme em um cruzeiro de verdade, com três mil passageiros, dois mil tripulantes, contando com a compreensão de todos pra fechar piscinas ou salões pra podermos filmar, e aproveitando o entusiasmo dos passageiros que adoravam fazer figuração. Eu tinha uma cabine-ilha-de-edição, um cantinho escuro onde eu passava os dias montando as cenas filmadas dois dias antes. 

Sabe aquele papo de que navio não balança, afinal é um edifício de treze andares, muito grande, muito sólido? Balela. Balança. Bastante. Ou pelo menos foi o que me pareceu a partir do quarto dia, quando eu comecei a passar bem mal. Chegando no Rio fiz exames e soube que era dengue. Imaginem. Não fui à piscina, não fui às festas na véspera das folgas, não fiz aula de salsa, não bebi no bar vermelho. Mas montei um filme sobre as ondas. E conheci muitas cidades. E fiz amigos.

Chegamos na Itália e lá filmamos mais três dias. Muita gente da equipe nunca tinha ido à Europa e agora estava trabalhando lá. Julia fez aniversário, 27 anos.Voltamos pro Rio e o trabalho continuou: terminar de montar, fazer trilha, editar o som, corrigir a cor, mixar. Nas primeiras sessões do filme para os distribuidores a surpresa: eles acharam que tínhamos ouro nas mãos. Uma comédia romântica, engraçada, emocionante, bem filmada, elenco tinindo, cenários incríveis. E nosso filme nascido no susto começou a ganhar corpo de gente grande, e começou a ser pensado um lançamento poderoso, muito maior do que o previsto anteriormente.

Aí chegamos a hoje. Quatrocentas e vinte mil pessoas em três dias. É o décimo melhor fim-de-semana de abertura de um filme brasileiro desde a Retomada. Faremos um milhão de espectadores até o fim-dessa semana. A gente se espanta, a gente comemora, a gente brinda e agradece. Talento, trabalho duro e sorte são uma combinação explosiva. Esse filme nasceu regido por esse trio. E eu, que já me incomodei muito de trabalhar em família, celebro a estreia na telona da minha irmã, uma diretora tão jovem e tão determinada e segura e afiada, e a alegria de ser parceira dela em todos os seus projetos até hoje.

E enquanto o filme nos dá tanta alegria nos cinemas, estreia hoje a segunda temporada da série: Fabio e Miá depois da lua-de-mel, morando em Santa Tereza e descobrindo os desafios da vida cotidiana. Meu passado me condena. Nos cinemas de todo o Brasil. Na tela da sua tv toda quarta-feira às 23h no Multishow. 

Agora é se preparar pro Ponte Aérea - lembram dele? O primeiro projeto virou o segundo filme e ano que vem ao invés de um navio intercontinental estaremos entre Santos Dumont e Congonhas, Rio-Sampa, filmando a história de amor de Amanda e Bruno. Outro projeto, outro desafio. Não é comédia, não deve bater recordes de bilheteria. É o filme com que a Julia sonha há cinco anos, e eu mal posso esperar pra botar a mão na massa com ela de novo.


Lembranças da primeira temporada da série no sítio:









Lembranças da nossa aventura al mare:

No porto do Rio


Heloísa Rezende, nossa produtora executiva, embarcando


Quarto com varanda é mó legal

Elke e a plaquinha que acompanhava a filmagem pra todo lado

Início das filmagens numa das piscinas

No porto de Salvador

Almoçando acarajé com Mel e Fabi

Fabio, Miá e nossa super figurinista Mel

Tentando melhorar do enjôo que afinal era dengue

#semfiltro

Vendo as primeiras cenas montadas na hora do jantar

Miá, Mel, Ju, Fabi e suas roupas de bichinhos

O famoso bar vermelho, point das noites que minha dor de cabeça não me deixou frequentar
Luz e Bia na folga em Funchal

Tiau Funchal

Ilha de edição sobre as ondas



Filmando no deck do tobogã


Julia pensando o próximo plano

Al mare!

I'm the corno of the world!

Foto de equipe no por-do-sol

Foto de equipe em Savona

Fabio, Ju e Miá no 1o dia de filmagem no Rio

Queiroga, Fabio, Inez e Marcelo na Itália

Mariza e sua tradição de bater claquete em todos os filmes

Os protagonistas e a diretora

Alegria no restaurante

Aproveitando a falsa folga em Casablanca

Azul-oceano-Atlântico devia ser o nome dessa cor

Congelando na Itália

Com mamãe Mariza em Savona
   

Tiau Costa Favolosa com a Ju

Hotel de frente pro mar



Os italianos chamavam ela de "la registra"

19.9.13

Estreia em Portugal




Depois de dizer poemas em Recife, Belém, São Paulo, Porto Alegre, chegou a minha estreia em Portugal.

Estarei no Festival Raias Poéticas, em Vila Nova de Famalicão, nos dias 20 e 21 de setembro, ao lado de poetas de Portugal, Brasil, Espanha, Cabo Verde, Angola e Moçambique.

Aproveitando a viagem, faço três apresentações em Lisboa: no Mini Teatro Da Calçada (dia 23, às 20:30), na Casa Brasil de Lisboa (dia 24, às 21:30) e na Fábrica Braço de Prata (dia 25, às 22:00).

Nas mesmas noites haverá a apresentação de Luana Carvalho, cantora, compositora e escritora brasileira que está lançando a revista literária virtual C A I S com leitura de textos, projeção de vídeos de Clara Cavour e canções incidentais.

Serviço:

20 e 21.set - Festival Raias Poéticas - Vila Nova de Famalicão
23.set, 20:30 - Mini Teatro - Calçada do Combro 147 - Lisboa
24.set, 21:30 - Casa Brasil de Lisboa - Rua Luz Soriano 42 - Lisboa
25.set, 22:00 - Fábrica Braço de Prata - Rua da Fábrica do Material de Guerra 1 - Lisboa